Visão Neurótica do Nada


"Pensou mudança, pensou Granero"

Novamente – mas por um bom motivo – sinto a necessidade de falar sobre um causo masculino. Não é perseguição, de forma alguma. Eles apenas me dão motivo para isso. E muitos motivos... Às vezes, depois de um “pé”, me pergunto se a célebre frase “ah... ele não quis ficar com você porque você é muuuuita areia pro caminhãozinho dele” poderia ser real. Pois ela é mais do que real.

 

Dentre muitas decepções deste e outros anos, aprendi que em 95% das vezes, era ele quem não podia comigo. E a culpa de dar errado era minha por uma única razão: eu era demais pro cara. Definitivamente, ele teria que fazer pelo menos 2 viagens pra transportar toda a areia. E, sinceramente? Quero um cargueiro que dê conta de uma viagem só.

 

Cansei de ter que pagar frete pra ser levada. Deixo as carretinhas de transporte local apenas para a curtição eventual, agora. Antes, acharia um absurdo, prepotência demais achar que eu era muita areia. Tomei umas doses de “se-mancol” e reavaliei os fatos passados.

 

Houve quem não quis continuar junto porque eu ia ser médica. Houve quem sumiu porque eu era muito “papo cabeça” e ganhava dele nas argumentações. Houve quem não gostava de imaginar que eu iria ter um salário maior. Conheci também um que me achou madura demais, mesmo eu sendo 8 anos mais nova que ele. Teve até quem sumiu porque eu era muito segura e menos ansiosa do que ele e suas manias.

 

Depois, ainda tenho que agüentar as amigas que dizem que eu sou muito “seletiva”. Não sou eu quem seleciona demais. Eles que me selecionam de menos. O limite de carga é muito pequeno. Sabem bem o que podem e devem carregar; o que a maquinaria agüenta. Tem um pouco de senso. Bom pra eles. E pra mim.

 

Pois saibam desde já. Não aceito mais Kombi estilo “faz-se carretos”. Agora eu só aceito fechar contrato com Granero ou afins. E por favor, cuidado com a mercadoria: conteúdo frágil. E os danos podem ser irreparáveis!

 

Obs: tragam plástico bolha porque eu gosto de estourar.

 

Por Neura Débora



Escrito por débora às 13h05
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Um Tipo de Mágica

Em uma segundona preguiçosa como todas as outras, a música era A Kind of Magic do Queen. De um lado a nova queridinha de São Paulo, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, atrás dela, aquela camada marrom de poluição que encobre a cidade nessa época seca que é o inverno.

 

Entre um semáforo e outro, olhando para frente uma gota de esperança para aqueles que precisam dela, um veículo sujo e no vidro escrito: “Paz e Amor”, sendo amor representado por um coração sorrindo com traços infantis.

 

De repente, entramos no Paraíso Morumbi, um lugar agradável, onde nunca chove, onde as árvores projetam sombras no asfalto, onde o sol me cega, onde as casa são grandes e bonitas, onde os carros são grandes e bonitos, onde até favela pode ser um paraíso, onde se concentra a Santa Paciência e onde todos picam papel em troca de salários excelentes.

 

A música muda, começa a tocar Rihanna (under my Umbrella, ê ê ê ê...), ela não canta bem, mas cá entre nós a menina é gostosa. Na batida frenética da canção, me lembrei que ao contrário dela (desbarrigada e peituda), minha barriga esta crescendo a cada dia e não estou grávida, me lembrei também, que eu iria começar a academia hoje de manhã, mas não tive coragem.

 

O trânsito é um momento de reflexão, um momento para prestar mais atenção na letra da música, cutucar o nariz, retocar a maquiagem e fumar um cigarro. Eu já exprimi aqui o amor que tenho pela CET? Proibiram os bêbados, os caminhões, logo proibiram os pedestres. Eu gosto de tudo o que eles fazem, do controle absoluto em dias de chuva e caos, gosto quando afunilam as vias e quando multam por não dar seta para entrar a direita sendo que só é permitido entrar à direita.

 

Impressionante como as Segundas-Feiras são sempre mágicas. Até mesmo quando a Rihanna e a CET invadem nossa manhã sem serem convidadas. É um dia cheio de esperança, cheio de vontade, é um dia para recomeçar. Boa Segunda!

 

Por Neura Mari

 



Escrito por Mariana às 11h09
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ataques Gratuitos - a missão

- Porque tem dias que acordar pode ser uma arma. E a vítima pode ser você!

 

Incrível como, mesmo acordando com o pé direito, seu dia pode se tornar bizarro. E, na realidade, este é um fato que não depende da sua vontade. Basta os ponteiros do destino apontarem para você, na fatídica data. E eles vão apontar, pode ter certeza!

 

Há 2 semanas, num bonito sábado de sol, acordei (com pé direito, sempre – não por uma questão de superstição, mas única e exclusivamente por conta da posição da minha cama no quarto) e me preparei para uma comemoração familiar de idade nova. Arrumada, feliz e sem pedras na mão, aproveitei o dia.

Mas me esqueci dos ponteiros... E eles se voltaram contra mim (estou certa que sim!)! Após a peleja, resolvi esticar o dia – ou a noite – e me produzi para uma baladinha de leve. Sozinha e feliz, cheguei nas proximidades do recinto, e de repente, não mais que de repente, encontro um velho grande amigo há muito sumido. Conversas intermináveis, e aquela habitual reparada na estética do indivíduo, inocentemente comento:

- Nossa! Mas você está muito diferente! Mais magro, mais bonito! ...

Aqueles milésimos de segundo de silêncio, meio que aguardando a réplica, e vejam o que ouço:

- Você também está diferente!

Novamente, a ingenuidade tomou conta da minha boca, e cordialmente, para não perder o ritmo da conversa, lanço a tréplica:

- Ah... a gente tem que melhorar, né? Se não... (típica frase do estilo "não tenho o que falar")

Imediatamente, levo uma daquelas, para jamais esquecer:

- Eu não disse que foi pra melhor!

 

E a semana seguiu em frente, com uma média de 3 a 4 ataques gratuitos por dia, contra mim. Posso dizer que os ponteiros resolveram me errar de vez há uns 6 dias, quando recaíram sobre mim, novamente.

 

Sábado à noite (sempre), um amigo argumentando porque eu deveria ficar com ele (mesmo após alguns “não”, “não rola”, “sou sua amiga”). E eu, sendo clara, deixando as coisas “preto no branco”. Ainda levo a seguinte informação/crítica/sei lá o que para casa:

- Você é muito confusa. A mulher mais confusa que eu conheço!


Devido aos fatos, resolvi andar com algumas pedras nos bolsos, essa semana. Para não ser pega desprevenida, estou com capacete e joelheiras. Caso alguém venha pra atacar de frente, o escudo já está preso no cinto de armas.

E agora, com licença, que vou dormir... Quem sabe amanhã, eu não seja mais o alvo do ponteiro.

 

Por Neura Débora



Escrito por débora às 12h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A Teoria da Teoria

O ser humano adora chamar atenção e a maneira mais fácil de fazer isso é conversando. Quando alguém fala alguma coisa, teoricamente todos os ouvidos estão voltados para o comunicador. E é ai que as pessoas se entregam. Dependendo, o cidadão monta um circo para se destacar. Inclusive falar sobre teorias confusas que ninguém sabe explicar direito, nem ele.

 

As teorias físicas e de comportamento humano são as preferidas dos mais aparecidos. Faz a pessoa parecer mais inteligente. Quando alguém começa: “você já ouviu falar de uma teoria...”, todo mundo pensa: “meu, esse cara é muito inteligente”. Que nada. Ele só está tentando parecer inteligente.

 

Um sujeito desses já passou em minha vida. Ele citou a Teoria dos Muitos Mundos. A Teoria dos Muitos Mundos, que na verdade se chama Interpretação de Muitos Mundos, ou IMM, propõe a existência de múltiplos universos paralelos. Uma coisa mais ou menos assim: você tem a sua vidinha aqui, mas em outras dimensões você tem outras vidas.

 

Por exemplo, um cara (ou uma mulher) te chama para sair e você aceita. Em outra dimensão você não aceita e escolhe ficar em sua casa assistindo TV, numa outra você decidi sair com outra pessoa e numa outra você vai ao supermercado. Nessa teoria você vive milhões de possibilidades a partir de uma ação. Você pode ter n profissões, ser milionário, ter o cabelo liso, enfim, em algum lugar do universo você é o que você sempre quis ser.

 

Essa é uma teoria aparentemente interessante, mas depois que você pensa muito a respeito, ela se torna plenamente inútil é absurda - tão absurda quanto a nova lei de trânsito que pune até quem comeu dois bombons de licor e depois saiu dirigindo. No que isso vai mudar a sua ou a minha vida? Grande coisa que em alguma outra dimensão por ai eu sou milionária. É outra dimensão! Quero ser milionária aqui, agora! É aqui que eu preciso de dinheiro.

 

Em minhas andanças, já conversei com muitas pessoas sobre muitas coisas e percebi que é muito mais engraçado ouvir. Eu adoro ouvir, ouço mais do que falo. E foi ouvindo muita abobrinha (e algumas abobronas como a IMM) que cheguei a conclusão de que as pessoas têm um único objetivo com toda essa conversa: querer ser algo que não são, no fundo todos querem ser aquele outro “Eu” que esta numa dimensão distante.

 

Por Neura Mari

 

 

 

 



Escrito por Mariana às 15h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A velha história do medo masculino

“- Prima, não existe homem perfeito. Portanto, teste vários, escolha o menos pior, e adestre! (Angélica Florentino, minha prima)”

 

- Te ligo depois, tá?

 

Uma dúvida que me consome. Sempre. Se sabe que não vai ligar, porque diz que vai? Perguntei para alguns rapazes conhecidos. A reposta foi: “O que você queria? Que a gente dissesse ‘olha, eu não vou te ligar!’?”.

Juro, eu respirei fundo. Homens queridos do meu país, se vocês sabem que não vão ligar, simplesmente não digam que vão ligar! Existem várias frases prontas, e eu gostaria de ajudá-los nessa luta:

- A gente se fala!

- Valeu por hoje, viu? Boa noite!

- Tchau!

Não sei se só eu que noto isso, mas, quando mulher não quer ligar, ela não faz propaganda enganosa. No fundo, homens são grandes publicitários. Mas daqueles cruéis, que deixam você com vontade de comprar o produto, e na realidade, o produto nem é tão facilmente encontrado nas prateleiras do país.

Já conheci diversos tipos de homens publicitários. Talvez você, mulher, reconheça algum. Talvez você, homem, se identifique com algum!

  • Carente: Ele faz você acreditar – e até ele acredita nisso – que ele precisa de você. E não adianta negar, dependendo do poder de persuasão do cara, você cai. Só não se esqueça de que deve ter umas outras 10 acreditando nisso também.
  • Romântico: Ele te busca em casa. Abre a porta do carro. Paga a conta. Tudo isso, no primeiro encontro. É um verdadeiro levantador de egos. Tudo isso, no primeiro encontro. Enche a pobre moça de elogios, sai de mãos dadas. No primeiro encontro. Só um porém: não há um segundo encontro.
  • Amigo: Ele te respeita, te elogia; faz a caça acreditar que ela é a mulher da vida dele. E de fato é. Mas o problema desse aí é que, no fundo, no fundo, ele sabe que a garota é muita areia pro caminhãozinho dele, e ele prefere deixá-la de lado, e fazer papel de amiguinho do coração.
  • Zé Roela: Ele é um cara assim... bem... Ele até tenta, faz um esforço, mas é um caso de publicitário frustrado e sem muita competência. Toma, eventualmente uma iniciativa, tenta um xaveco, mas não convence. (nem devia estar nesta lista, mas serve de introdução para o próximo)
  • Zezão: Esse é um cara perigoso. Ele se faz de Zé Roela, liga pra você, tem um xaveco lento, e você não dá muito crédito pro cara. Mas, como ele é simpático, te trata bem, resolve dar aquela oportunidade. Eis que ele se mostra um cara um tanto sem tato, que se faz de Zé Roela para te comer.

São inúmeros os tipos, e deixo de lado alguns, pra outra hora. Mas todos tem uma coisa em comum: MEDO! Sim, homenzinhos, vocês são medrosos, e só agem assim, porque tem medo! Medo de perder a menina, medo de perder a galinhagem, medo de não comer, medo de perder a amiga. Sinto muito, meus queridos, vocês são uns medrosos!

Por Neura Débora



Escrito por débora às 23h57
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Os Incompetentes

Em nossa vida passam milhares de pessoas. Pessoas que realmente valeram à pena e que por algum motivo fizeram você pensar nelas na hora que eu disse: “em nossa vida passam milhares de pessoas”. Agora, esqueça esse pessoal, porque vamos falar sobre aquele incompetente que te deixou ensandecido.

Os Incompetentes estão por toda parte e sabemos disso porque eles estão empregados. Pois é, se eles não estivessem trabalhando por ai, nós não conheceríamos suas dificuldades. Numa análise rápida, os Incompetentes são divididos em três grupos: os Incompetentes Inseguros, os Incompetentes Casuais e os Incompetentes Masters.

Falando um pouquinho sobre cada um deles:

Os Incompetentes Inseguros são aqueles que por medo de se expor, de tomar uma decisão ficam calados e quando respondem usam sempre um “não sei” ou “eu acho”. Como é o caso de um dono de imobiliária que ao alugar um apartamento passa um valor de condomínio, quatro meses depois, ele “descobre” que era um valor mais alto e vai cobrar seu cliente. O cliente revoltado questiona: “por que você não me avisou antes?” e ele responde: “Porque eu não sabia”.

Os Incompetentes Casuais são os que têm a visão mais aberta e também são (pouco) mais inteligentes, porque eles erram de vez em quando, tentam consertar, mas é claro, não conseguem, afinal, são incompetentes. 

Por último, os Incompetentes Masters. Esses são os mais prejudiciais. Eles destroem o trabalho de todo mundo e sempre colocam a culpa nos outros. E o mais engraçado é que o sujeito com esse perfil, chega em casa todo esgotado, depois de um dia daqueles, deita a cabeça em seu travesseiro e pensa: “não sei o que deu errado, eu fiz tudo certo”.

Na administração, existe um princípio (ainda pouco estudado) que se chama Princípio de Peter. Ele diz: “Em um sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até chegar ao seu nível de incompetência”. Ou seja, você sobe de cargo até não conseguir mais desempenhar determinada tarefa adequadamente.

Portanto, você que é proprietário de uma empresa, diretor de algum setor ou ocupa um cargo alto, seja ele qual for, nunca diga que sua equipe é incompetente, pois acima dela há um incompetente maior.

Por Neura Mari



Escrito por Mariana às 11h05
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A próxima vítima

“O mundo inteiro pra falar mal de mim, e eu sozinha pra falar mal do mundo!” (tia Cotinha, a fofoqueira do final da rua)

Avaliar o mundo, sem perder a ternura, pode não ser uma atividade das mais simples. Até porque, quanto mais velho, mais crítico. Ou, mais chato, como queiram. Perde-se tolerância. Aprecia-se doses de sarcasmo com mais vigor.

 

No mundo há 3 tipos de pessoas:

  • Aquelas que não perdem a tolerância. Não apreciam as noitadas embebidas em sarcasmo. Enxergam um mundo rosa. Olham pra cima, e observam um céu de brigadeiro. Acreditam que o mundo é bom! (os bonzinhos)
  • Outras que observam tudo. E todos. São chatos, muitas vezes. Criticam. São intolerantes. Não perdoam falhas. Mas sempre mantém o nível sérico de humor sarcástico em níveis extraordinariamente altos. Divertem-se; e divertem quem está por perto. Há quem as denomine de “engraçadas”. Os bonzinhos chamam de maldosos, por mais que dêem risada. (são apenas... realistas!)
  • E aquelas que são estranhamente inacreditáveis. As famosas “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Temos os atores também: simulam um rostinho bonito e escondem, atrás da máscara, um verdadeiro psicopata. São os responsáveis pelo sarcasmo – às vezes exagerado – dos realistas. (esses são os grandes personagens deste blog)

 

Nós somos as chatas. Na realidade, as realistas. Tamanha realidade, nos fez neuróticas. Observamos e avaliamos tudo e todos. Cuidado. O próximo pode ser você.

 

Por Neura Débora



Escrito por débora às 19h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O Que Será Que Será?

A vida é cheia de situações e atitudes que não conseguimos entender. Coisas absurdas que vão além de nossa compreensão.

São questões que nos deixam sem respostas. Situações que impreterivelmente nos deixam com cara de ponto de interrogação. Atitudes que não acreditamos que estamos vendo. E frases que nos transtornam.

Geralmente algumas pessoas se deparam com essas coisas, pensam um pouco a respeito, mas logo as esquecem, deve ser por causa da correria do dia- a- dia, ou simplesmente porque um pensamento mais importante tomou conta de suas mentes.

Nós, as Neuras, somos um pouco diferentes. Para nós, algumas situações não se apagam, algumas perguntas não se calam e as atitudes bizarras definitivamente nos incomodam. Um simples olhar esquisito já é o suficiente para nos fazer perder o sono.

Discutiremos aqui com imparcialidade, mas com muita personalidade. Não somos profissionais da literatura, mas somos apaixonadas por um bom texto. Não somos psicólogas, mas adoramos uma boa analise. Talvez sejamos curiosas. Talvez sejamos críticas. Ou talvez sejamos idiotas mesmo. Ah, isso não importa. O que importa é que somos completamente Neuróticas e temos uma visão neurótica do nada e do tudo.

Por Neura Mari  



Escrito por Neuras às 19h00
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos
Histórico
Outros sites
  Pé no Velho
  Vida Pública
Votação
  Dê uma nota para meu blog